Poesia – Milfontes (Vila Nova)

anoitecer em vila nova de milfontes
Caminho pelas vielas sinuosas de Milfontes
E pelas suas travessas milenares
Desço as escadas estreitas até sentir o azul do Mira
Admiro a pequena igreja que parou no tempo
E o forte a debruçar-se meigamente sobre as águas do rio
O pequeno farol junto à foz parece um monte alentejano
Um monte que avançou até ao litoral para abraçar o mar

O mar navega no meu coração, que palpita com tanta beleza
Encontro sempre novos encantos, olhando o além da foz
A realidade e o sonho da beleza misturam-se nas águas do oceano

Percorro a ruas estreitas de Vila Nova de Milfontes
Reinvento os passos perdidos da gente simples
Procuro as fontes, como quem procura os sonhos
Alcanço sempre o branco das casas
Consta que as águas das fontes existem
Mas ninguém ainda as conseguiu alcançar…

Por João António Palma Ramos